1° LUGAR: : CAI A GRANDE JUÍZA
Justiça?
De que justiça me falas?
A muito não ouço o seu bramir
nas estradas da imparcialidade,
no triunfo sobre a verdade,
sobre a loucura que nasceu
por aqui!
Ouvi dizer que ela não é mais cega
Que encostou em algum canto a sua balança
Nas orgias da corrupção ela se degrada
Nua, se entrega
Se droga
Se embriaga
Serpenteia os quadris
enquanto dança!
..............................................................
Ohhh, mulher,
onde estão tua prudência,
imparcialidade, temperança?
Vendeste tua alma aos senhores do mundo
Aos mentores das guerras...
Não és mais digna, te prostituíste!
Não tomas mais a causa do bem em tuas mãos
Não és mais senhora
Tens dono.
Tremam os tribunais!
Chorem e gritem em tristeza e agonia!
Compraram a grande juíza!
Corromperam a sua moral
Trazem sob grilhões a grande imperatriz...
Envergonhada, de cabeça baixa, ante os olhares de todos...
Desfila nua, escravizada a JUSTIÇA!
(Elisa Flor)

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2° LUGAR: : SEDE DE JUSTIÇA
Onde está meu país, nossos direitos
Dessas leis que buscamos, e não temos
Indignado manifestam, a população
Nesse país inseguro que nós vivemos.
Vivemos num país tão corrupto
Muito fraco da condenação
Onde a justiça, é lenta, e falha
Para aqueles que merecem punições.
Nossas leis só caem para os mais fracos
Para os de gravatas, sequer terão
Roubam, e tiram os nossos direitos
Da saúde, segurança, e da educação.
O povo clama, essa sede de justiça
Para que todos tenham direitos iguais
A justiça é cega para os poderosos
Para o cidadão de bem forte demais.
Marisvaldo Bento
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3°LUGAR : : JUS...
tiça,atiça,acalanta,reclama,
mais nada proclama em versos de ser,
totalmente enverga na balança,
que seu peso é puramente não ver.
É cega,surda,muda...
sai numa mídia de rua,
nos programas das gincanas,
colocando no auge gente sem vergonha,
que não tem compromisso com o ser.
Mais não embeleza nada,
fica à beleza nata,
pro poeta resolver.
A lua calada ilumina os vampiros,
que se vestem de preto,
e com olhos vermelhos,
vão à madrugada discutir o PIB,
e desprezam unânime nossos conselhos.
escondendo segredos,
num quarto sem espelhos.
JUS...
tiça, atiça,acalanta,reclama,
e no peso da balança,
fica tudo a resolver...
passa o tempo nada muda,
e os nossos meninos de rua,
vivendo uma esperança crua,
fazem a poesia florescer.
Arthur Marques de Lima silva

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4° LUGAR: : ÍNDIO
Vai, tome golpes de
Espada índio escalpelado!
Chora tua tripo
O sangue do bebê
Que inda não nascera,
Arrancado do ventre
Ao sabor do aço.
Grita, a margem da praia
A índia estuprada
Por vinte homens armados
De covardia
E o clarão das chamas
Que vem, lá da oca de palha,
Toda queimada pelos
Que chegaram nesta terra.
Nos deram espelhos,
Mas não vimos nenhuma
Mancha de sangue.
Não, não adianta limpa-los,
Homem branco.
Tuas glórias duvidosas
São louvadas nas pinturas!
Os indiozinhos catequizados
Sem tortura, sem correntes
Nos seus pezinhos. Quem não reclama
Ganha o teu céu, mas fica longe
De Tupá, de Tupã, fica longe de Deus.
Quem pediu o teu Deus?
Quem pediu espelhos?
Onde está minh' amada?
Meus filhos?
Nossa aldeia que foi
Toda incendiada.
Pobre de vós, homem branco...
Nos teus quadros são deuses.
Prometeram-nos tudo,
Ganhamos o inferno
E o que sobrou?
Já não tenho mais terra,
Vim pra tua cidade e passo fome!
Onde está minha aldeia?
A minha vida?
Onde está minha rede?
E os rios em que pescava
Com meus filhos,
Os passarinhos que cantavam livres,
O verde que sempre esteve ali.
O que fizeste de mim?
O que fizeste com todos nós?
[Yohann Oliveira]
*****************************************
4° LUGAR: :PARADOXO
O vento frio da noite
Penetra pelos meus poros.
Refresca minha alma,
e me dá consciência da vida
que existe em mim.
Da magia, que o mecanismo
do meu corpo.
Do deslocamento fácil,
das minhas pernas,
que ao sabor dessa brisa.
Parecem dançar, livremente,
dando-me uma imensa sensação
de liberdade.
Bato asas e mergulho no fundo
de mim mesma.
E retorno convicta de que apesar
das ruas,
cheias de lixo,
dos mendigos, que com seus corpos,
mal nutridos, forram as calçadas.
Da injustiça, que predomina no mundo.
Apesar da consciência,
dessa minha impotência,
Diante dessa miséria.
Da falta de justiça,
minha sensação que o vento frio,
planta no meu "Ser".
É de esperança, amor, caridade,
e fé.
Que prevaleça a justiça,
Em todos os sentidos.
MC. MULTARY.

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OBS: HOUVE EMPATE NA 4ª COLOCAÇÃO
Acesse o link abaixo e conheça os demais participantes do evento.
sarau temático Arena dos Poemas
mais nada proclama em versos de ser,
totalmente enverga na balança,
que seu peso é puramente não ver.
É cega,surda,muda...
sai numa mídia de rua,
nos programas das gincanas,
colocando no auge gente sem vergonha,
que não tem compromisso com o ser.
Mais não embeleza nada,
fica à beleza nata,
pro poeta resolver.
A lua calada ilumina os vampiros,
que se vestem de preto,
e com olhos vermelhos,
vão à madrugada discutir o PIB,
e desprezam unânime nossos conselhos.
escondendo segredos,
num quarto sem espelhos.
JUS...
tiça, atiça,acalanta,reclama,
e no peso da balança,
fica tudo a resolver...
passa o tempo nada muda,
e os nossos meninos de rua,
vivendo uma esperança crua,
fazem a poesia florescer.
Arthur Marques de Lima silva

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4° LUGAR: : ÍNDIO
Vai, tome golpes de
Espada índio escalpelado!
Chora tua tripo
O sangue do bebê
Que inda não nascera,
Arrancado do ventre
Ao sabor do aço.
Grita, a margem da praia
A índia estuprada
Por vinte homens armados
De covardia
E o clarão das chamas
Que vem, lá da oca de palha,
Toda queimada pelos
Que chegaram nesta terra.
Nos deram espelhos,
Mas não vimos nenhuma
Mancha de sangue.
Não, não adianta limpa-los,
Homem branco.
Tuas glórias duvidosas
São louvadas nas pinturas!
Os indiozinhos catequizados
Sem tortura, sem correntes
Nos seus pezinhos. Quem não reclama
Ganha o teu céu, mas fica longe
De Tupá, de Tupã, fica longe de Deus.
Quem pediu o teu Deus?
Quem pediu espelhos?
Onde está minh' amada?
Meus filhos?
Nossa aldeia que foi
Toda incendiada.
Pobre de vós, homem branco...
Nos teus quadros são deuses.
Prometeram-nos tudo,
Ganhamos o inferno
E o que sobrou?
Já não tenho mais terra,
Vim pra tua cidade e passo fome!
Onde está minha aldeia?
A minha vida?
Onde está minha rede?
E os rios em que pescava
Com meus filhos,
Os passarinhos que cantavam livres,
O verde que sempre esteve ali.
O que fizeste de mim?
O que fizeste com todos nós?
[Yohann Oliveira]
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4° LUGAR: :PARADOXO
O vento frio da noite
Penetra pelos meus poros.
Refresca minha alma,
e me dá consciência da vida
que existe em mim.
Da magia, que o mecanismo
do meu corpo.
Do deslocamento fácil,
das minhas pernas,
que ao sabor dessa brisa.
Parecem dançar, livremente,
dando-me uma imensa sensação
de liberdade.
Bato asas e mergulho no fundo
de mim mesma.
E retorno convicta de que apesar
das ruas,
cheias de lixo,
dos mendigos, que com seus corpos,
mal nutridos, forram as calçadas.
Da injustiça, que predomina no mundo.
Apesar da consciência,
dessa minha impotência,
Diante dessa miséria.
Da falta de justiça,
minha sensação que o vento frio,
planta no meu "Ser".
É de esperança, amor, caridade,
e fé.
Que prevaleça a justiça,
Em todos os sentidos.
MC. MULTARY.

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OBS: HOUVE EMPATE NA 4ª COLOCAÇÃO
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